Médicos descobriram mais um benefício da atividade física (Foto: Reprodução/TV Globo)
Cientistas descobriram mais uma forma como a atividade física pode
fazer bem à saúde. Uma pesquisa publicada online pela revista científica
“Nature” nesta quarta-feira (18) mostra que os exercícios induzem a
"autofagia".
Na autofagia, a célula elimina organelas velhas e se alimenta desse
material que ela mesmo expeliu. Em outras palavras, é um processo de
“reciclagem” das células, que permite que elas se adaptem às mudanças
nas demandas energéticas e nutricionais do corpo.
Essa "reciclagem" previne contra o desenvolvimento da resistência à
insulina, que tem como principal consequência a diabetes tipo 2. Em
outros estudos, já se mostrou também que o processo retarda o
envelhecimento e protege contra alguns tipos de câncer.
O estudo que achou a relação entre exercícios físicos e esse processo
foi feito com camundongos. Primeiro, os pesquisadores descobriram que
isso acontece um tipo de camundongos selvagens. Depois, desenvolveram
uma mutação genética em um grupo de animais para comparar o que
acontecia com os dois grupos, e chegaram a essa conclusão.
“Antes desse estudo, pensava-se que a fome era o principal indutor de autofagia in vivo
[em animais vivos], e agora descobrimos que uma pequena sessão de
exercícios pode induzir autofagia de maneira semelhante em camundongos
bem alimentados”, disse ao G1 Congcong He, da Universidade do Texas Southwestern, autora da pesquisa.
“Mais importante, é a primeira vez que é revelado o papel da autofagia
na capacidade de resistência nos exercícios e os efeitos benéficos
mediados à saúde pelo exercício”, completou a pesquisadora.
Inicialmente, o estudo encontrou a "reciclagem" induzida pelos
exercícios em células musculares, localizadas no coração e perto dos
ossos. No entanto, os cientistas que conduziram o estudo também já
descobriram o processo no fígado, no pâncreas e em células adiposas.
“É possível que a autofagia tenha um papel essencial nos efeitos
benéficos da autofagia também nesses órgãos, o que é um de nossos
próximos passos, utilizando modelos de camundongos com deficiência de
autofagia em tecidos específicos.
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